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Conversas longas e antigas

Por que a conversa que não acaba fica cara e perde qualidade — e por que reabrir a de ontem custa mais que a de hoje.

Uma conversa não é um histórico parado: é tudo o que a IA relê a cada mensagem que você manda. Por isso o tamanho da conversa muda o preço e a qualidade da resposta — mesmo quando a sua pergunta foi curta.

São dois problemas diferentes, com soluções diferentes:

  • Conversa longa — muitas idas e vindas na mesma sessão. Custa mais e a IA começa a perder detalhe do começo.
  • Conversa antiga — aquela que você reabre horas ou dias depois. A primeira mensagem sai cara, porque a IA precisa reler tudo do zero.

Conversas longas

Cada mensagem relê a conversa inteira

A IA não guarda memória entre uma mensagem e outra. Para responder a décima pergunta, ela recebe de novo as nove anteriores, as respostas dela, os documentos anexados e os resultados de pesquisa. Uma conversa de 30 idas e vindas com o processo anexado é a mais cara da sua conta, mesmo que a última pergunta tenha sido uma linha.

A barra de uso de contexto, acima do campo de mensagem, separa o peso em documentos e conversa. É ali que dá para ver a conversa crescendo.

O que acontece quando fica grande demais

A conversa não trava nem some. Ao se aproximar do limite da janela, a plataforma resume sozinha a parte mais antiga, em segundo plano, e passa a mandar para a IA o resumo no lugar das mensagens originais. Resultados de pesquisa antigos também são descartados — só os mais recentes continuam inteiros.

Isso é o que mantém a conversa viva. Mas tem um preço:

Atenção

Depois do resumo, o começo da conversa deixa de existir palavra por palavra. O que a IA tem dele é o resumo. Detalhe fino que você combinou lá atrás — um número, uma preferência de estilo, a instrução de não citar determinado precedente — pode simplesmente não estar mais lá.

Não há aviso na tela quando isso acontece.

Os sinais de que passou da hora

  • A IA "esquece" algo que você combinou no começo.
  • A resposta fica mais lenta sem motivo aparente.
  • O consumo de limite acelera e você não mudou o que está pedindo.
  • Ela repete pergunta já respondida, ou volta a citar material que você mandou descartar.

Quando qualquer um deles aparecer, o remédio é o mesmo: conversa nova.

Conversas antigas

Por que reabrir amanhã sai caro

Depois que a IA lê os seus documentos e a conversa pela primeira vez, esse trabalho de leitura fica guardado por um tempo — é o cache. Nas mensagens seguintes ela reaproveita o que já leu, e você paga uma fração do preço.

Pense num estagiário que passou a manhã lendo os quatro volumes do processo. Naquela tarde ele responde na hora: o caso está fresco. O cache é isso, do lado da IA.

Só que ele tem prazo curto: passadas algumas horas, expira. É como se o estagiário tivesse esquecido o caso inteiro da noite para o dia — para responder qualquer coisa, precisa reler os quatro volumes. E essa releitura você paga de novo, no preço cheio.

Atenção

O matador de limites: reabrir amanhã aquela conversa gigante e mandar uma única mensagem pode custar mais que a tarde inteira de trabalho de hoje.

Se precisar mesmo reabrir

A primeira mensagem do dia é a cara. As seguintes, enquanto você continuar ali, voltam a ser baratas. Então: se for reabrir, trabalhe de uma vez — não mande uma pergunta hoje, outra amanhã, outra depois. Cada retomada paga a releitura inteira.

O hábito que resolve os dois

Uma conversa por peça, terminada na mesma sessão. É a economia mais simples que existe, e a que mais protege a qualidade.

  1. Abra uma conversa por peça

    Não acumule contestação, réplica e recurso do mesmo caso na mesma conversa. Cada peça tem o seu contexto.

  2. Termine enquanto está quente

    A peça sai melhor e mais barata na sessão em que o material foi carregado.

  3. Para retomar dias depois, comece do zero

    Conversa nova, e anexe só o que aquela etapa exige. Os documentos continuam na Biblioteca — recarregar leva segundos e sai muito mais barato que arrastar a conversa antiga inteira.

  4. Leve o que interessa, não a conversa

    Antes de fechar, peça um resumo do que ficou decidido e guarde. Colar meia página de resumo na conversa nova é melhor — e mais barato — que reabrir 300 páginas de histórico.

  5. Tire do contexto o que já não serve

    Documento que cumpriu o papel pode sair. Ver as abas e a Biblioteca

Nota

Conversa nova não significa recomeçar o trabalho. A peça pronta continua no editor e na Biblioteca; o que fica para trás é só o histórico de idas e vindas que a IA teria de reler.

No aplicativo de computador o problema quase não existe

Tudo acima é consequência de um jeito de trabalhar: aqui, o caso vive dentro da conversa. Os documentos foram anexados a ela, o que foi decidido está nas mensagens dela — então abandonar a conversa custa alguma coisa, e é por isso que ela cresce.

No Vibe Lawyer, o aplicativo de computador, o caso vive numa pasta do seu computador. Os arquivos ficam lá; as peças que a IA escreve são salvas lá; e a IA abre o que precisa, quando precisa, em vez de carregar tudo de uma vez no começo.

A consequência prática é justamente esta página:

  • Conversa nova a qualquer momento, sem perder nada. Uma conversa para analisar os autos, outra para a contestação, outra para o recurso — todas enxergando a mesma pasta. Não existe "a conversa onde está o caso".
  • Conversas ficam curtas por natureza. Cada uma trata de uma coisa só e termina. Sem histórico quilométrico para reler, sem resumo automático engolindo o começo.
  • Retomar dias depois é barato. A pasta continua lá. A IA não precisa reler o processo inteiro para responder: ela vai ao arquivo que interessa.
  • Caso grande deixa de ser problema. Centenas de documentos numa pasta é o cenário normal dele — nada disso ocupa contexto até ser aberto.

É o mesmo motivo pelo qual ele é o padrão ouro para caso grande: não é que leia mais de uma vez — é que não precisa ler tudo de uma vez.